Declaração Internacional sobre a situação actual em Moçambique

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As organizações abaixo-assinadas expressam preocupação sobre os deslocamentos em massa e violência generalizada na zona rural de Moçambique e apelam ao governo de Moçambique e a comunidade internacional a respeitar e proteger os direitos dos camponeses moçambicanos.

 

A União Nacional de Camponeses de Moçambique (UNAC) emitiu um comunicado de imprensa em 13 de fevereiro de 2014, que condena os assassinatos, macivos deslocamentos forçados das comunidades e o clima de violência generalizada que a população rural de Moçambique está a enfrentar.[1] A UNAC manifesta a sua profunda preocupação com a deterioração da paz que foi alcançada em Moçambique há 21 anos depois de uma guerra civil que durou 16 anos. De acordo com os testemunhos recebidos pela UNAC de seus membros nas regiões afectadas, os ataques generalizados e confrontos militares entre supostos homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e as forças militares moçambicanas estão a afectar seriamente não só a segurança dos camponeses Moçambicanos, mas também a sua capacidade de cuidar das suas terras e  atender às suas atividades agrícolas - tudo isso com sérios impactos  na próxima colheita e na soberania alimentar de Moçambique. Em particular, a UNAC destaca a situação de 69 mil famílias camponesas (aproximadamente 345.000 pessoas) directa e indiretamente afetadas pelo deslocamento forçado, persiguições e ameaças nas seguintes áreas: Machanga, Chibabava, Marínguè, Gorongosa, Nhamatanda e distrito de Dondo, na província de Sofala, distrito de Moatize, na província de Tete, Macossa em Manica, Rapale e Mecuburi, na província de Nampula; Homoíne, Funhalouro e Vilanculos, na província de Inhambane.

Cheias e Inundações Deixam Milhares de Camponeses em Situação de Risco

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União Provincial de Camponeses de Cabo Delgado-UPC, um movimento de Camponeses desta Província e membro integrante da União Nacional de Camponeses de Moçambique (UNAC) que luta pela defesa dos direitos e interesses dos camponeses acompanha com manifesta profunda preocupação e solidariedade para com as vítimas das calamidades naturais, que prevalecem no Pais, particularmente na província de Cabo Delgado, que tem sido ciclicamente atingido, nos últimos anos, por diversos fenómenos naturais entre cheias, inundações e mau tempo que afectam negativamente os camponeses e demais população. 

Manifesto de Solidariedade ao Povo e ao Governo da Republica Bolivariana de Venezuela

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(Maputo, 26 de Fevereiro de 2014) - A União Nacional de Camponeses (UNAC), movimento de camponeses de Moçambique que luta pela defesa dos direitos sociais, económicos e culturais dos camponeses, acompanha atentamente e com enorme preocupação e indignação o espectro de golpe de Estado neofascista e imperialista que ronda na República Bolivariana de Venezuela contra o Presidente Nicolas Maduro e todas as autoridades legítimas do seu Governo, democraticamente eleitas em 2013 pelo Povo Venezuelano. A UNAC repudia, condena e denuncia todos actos e protestos conspirativos e violentos em curso na República Bolivariana de Venezuela desde o passado dia 12 de Fevereiro de 2014 que atentem contra a ordem constitucional e democrática. Igualmente, a UNAC condena a campanha distorcida e nefasta orquestrada e promovida por alguns sistemas que visam desprestigiar o Governo Venezuelano.

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